sábado, 3 de dezembro de 2011

o Cultivo de Amora Preta


 











 A amora preta é uma frutífera que apresenta ampla adaptação climática. No entanto, como qualquer cultura, exige cuidados específicos de manejo, essenciais para garantir o sucesso da produção. No caso da amora, o monitoramento constante da lavoura é primordial. Isso porque existem pragas capazes de inutilizar os frutos, o que causa sérios prejuízos ao produtor. A principal delas é a mosca das frutas. Ela penetra o fruto, provocando seu apodrecimento e é controlada através de manejo químico ou uso de iscas atrativas. No entanto, com o manejo adequado, é possível obter produtividades de até 9 toneladas por hectare.

Segundo Sarita Leonel, professora da área de fruticultura da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu (SP), região de clima subtropical, a fruta tem apresentado bom desempenho, assim como em regiões de clima temperado.

— Temos conseguido uma produtividade de 9t por hectare, mas o maior problema é a mosca das frutas — conta a professora.

Ela explica que a praga deposita ovos na superfície do fruto, gerando assim uma larva que passa a se alimentar do interior e causando um apodrecimento, seguido por sua queda. A praga entra na fase de pulpa no solo, transformando-se posteriormente, em um inseto adulto.

— Esse ciclo leva, aproximadamente, 21 dias, dependendo das condições climáticas, e torna o fruto imprestável para o mercado consumidor — diz.

Sarita explica que existem vários métodos para combater a praga, desde produtos químicos, até iscas a base de atrativos alimentares ou feromônios sexuais, além da liberação de machos estéreis na lavoura.

— Aqui, usamos as iscas atrativas alimentares a base de melaço de cana. Instalamos garrafas com melaço na lavoura visando atrair a mosca e impedir que ela se direcione aos frutos — afirma.

Já em relação aos principais cuidados de manejo da amora preta, a professora explica que devem estar relacionados ao monitoramento e à condução das hastes em um tamanho adequado. De acordo com ela, costuma-se trabalhar com 4 hastes para permitir a entrada de luminosidade dentro da planta.

— Outro cuidado essencial é questão do ponto de colheita. As amoras devem ser colhidas quando atingem uma coloração roxa escura. Trabalhamos com a variedade Tupi, mas também existe a variedade Guarani e a variedade Xavante. Esta última não apresenta espinhos — conta.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Unesp através do número (14) 3880-7172.



Fonte: Portal Dia de Campo - Kamila Pitombeira

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